Tempo e Estresse

Em geral, as pessoas acabam sentindo de maneira significativa a pressão interna e externa vinda de tempos difíceis como, por exemplo, a crise econômica e politica que estamos atravessando. Isso, muitas vezes, faz com que o estresse aumente e cada um, a seu modo, tenta driblar a situação. Muitas vezes, um dos “sintomas” disso é a falta de energia, a paralisação, a procrastinação, a inércia. A notícia ruim é que a possibilidade de entrarmos num circulo vicioso improdutivo é muito grande, pois sem energia não queremos fazer as coisas do dia-a-dia, mas depois ficamos nos cobrando ainda mais por não termos feito o que era necessário ou útil e com isso o estresse cresce ainda mais e o tal ciclo vicioso se fixa e perpetua. Conclusão, aumento de estresse e perda de tempo.

Me diga, como anda seu nível de estresse nos últimos tempos?

Você sabia que qualquer mudança na “lógica local”, ou seja, qualquer evento que gere uma importante mudança do status quo gera estresse? Não são apenas as más notícias ou fatos desagradáveis que provocam isso, vou mencionar exemplos do que pode ser considerado “mudança na lógica local”: nascimento de um filho, perda de um ente querido, falta de dinheiro, elevação repentina do padrão aquisitivo, casamento, divórcio, mudança de casa, cidade, estado, pais, mudança de emprego, promoção, demissão, doença, premiação, etc., etc..

Pare, pense e avalie como você está sentindo que seu nível de estresse.  Está alto? Então já passou do momento de fazer algo para restabelecer seu equilíbrio, caso contrário terá dificuldade para lidar com seu tempo. O assunto é profundo!

Seguem algumas questões para te ajudar a refletir sobre como tem lidado com o estresse e o tempo.

  • Como você tem usado seu tempo livre? “você não tem tempo livre?????!!!!!”
  • O que você faz para restabelecer sua energia vital?
  • Como você lida com mudanças repentinas?

Você sabia que, já em 1908 ,os psicólogos Robert M. Yerkes e John Dodson D. – descobriram que a performance é afetada pelo ambiente? Que tipo de ambiente você tem criado ou aceito permanecer?

Como você pretende agir para transformar ciclos viciosos em virtuosos…

Você já pensou em:

  • Estabelecer uma agenda com claros limites?
  • Encontrar e colocar em ação hobbies (atividades que gerem muita satisfaçao)?
  • Definir metas claras para que suas demandas não se tornem SEMPRE urgências?

Se você quiser aprofundar o tema e descobrir como adquirir novos e saudáveis hábitos,  nós podemos ajudar. Nosso trabalho sobre Gestão do tempo quer te ajudar a garantir sua produtividade humana.  Saiba mais em www.transformacaoconsultoria.com.br

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Coaching ou Psicoterapia: do que seu cliente precisa?

Será que todos que te procuram tem clareza do que precisam?

Você acredita que pode atender e apoiar todos aqueles que chegam até você?

Você tende a “encaixar” as demandas que recebe na sua prática profissional?

Intrigada e curiosa com estas questões decidi pesquisar e analisar o que acontece quando nos deparamos com estes dilemas.

Te convido a ler este artigo e refletir seriamente sobre as questões apresentadas e sobre como você se coloca frente a elas: Coaching ou Psicoterapia?

Seja honesto com você mesmo!

Como fazer uma indicação adequada?

Como tomar uma decisão que possa apoiar o autoconhecimento da melhor forma?

Quem está em foco, seu cliente ou você?

Sei que estas são questões que podem incomodar muitos de nós, profissionais de desenvolvimento humano. Alguns porque acreditam já possuir total domínio ético sobre seu trabalho, e outros por acharem tais questionamentos irrelevantes. Entretanto, posso garantir que minhas idas e vindas conversando com colegas e clientes, revelaram que tanto coach, quanto coachee podem se beneficiar deste processo reflexivo, pois ambos são Humanos.

O que quero dizer é que tanto um quanto o outro podem se confundir ao fazer suas ponderações, afinal tendemos a analisar os fatos e fazer nossas escolhas a partir de nossas experiências e crenças.

Enquanto profissionais precisamos dar o máximo de informações para nossos clientes e não podemos nos deixar levar pelo simples desejo de ajudar ou de querer fazer o trabalho.

Anos atrás, um texto muito interessante me foi apresentado, chama-se “A Gula Terapeutica” ( leia aqui no blog), onde Frank Furedi, professor de sociologia na Universidade de Kent, no Reino Unido, discutia os modismos e a possível banalização das ciências do desenvolvimento humano em função da avidez pela excelência do ser e exigências sociomercadologicas.

Passada mais de uma década, me parece que o cenário não está muito diferente, afinal a cada dia encontro mais e mais pessoas querendo aprender a lidar melhor com seus altos níveis de exigência – ser um excelente profissional, mãe, pai, filho, amante, professor, etc..

Isso pode nos levar a uma certa “Gula de Coaching”? Será que todos que nos procuram demandam coaching?

No final dos anos 1990, Furedi falava na Cultura da Terapia, como algo que estava sendo cada vez mais estimulado pelos meios de comunicação de massa e que rotulava as necessidades cotidianas dos indivíduos que precisavam lidar com um novo jeito de ser e fazer as coisas (estressado, ansioso, fóbico, traumatizado, etc.). Isso fazia com que a psicoterapia fosse percebida como uma espécie de “tábua de salvação”.

Hoje, será que já podemos falar de uma Cultura de Coaching? No Brasil creio que ainda não, pois sua maior difusão ainda está no ambiente corporativo. Contudo, quando viermos a ter uma Cultura de Coaching, pois acredito nisso e em seus benefícios, poderemos aborda-la de uma forma muito positiva. O estimulo ao coaching vem crescendo e para que possamos fazer um trabalho impecável sem nos deixar corromper pelo ‘pecado da gula’, basta agirmos de forma madura e ética. O coaching não é a “moderna tábua de salvação”, é sim, mais uma das formas que existem para garantir o desenvolvimento continuo, porém com foco em resultados específicos. Trata-se de um processo que possibilita às pessoas se tornarem cada vez melhores e mais felizes.

O fato é que existem tantas abordagens e modalidades que se propõem a favorecer o desenvolvimento humano que, não é raro me perguntarem: qual é o processo de desenvolvimento/ autoconhecimento que melhor se aplica à mim? Ou, ao meu cliente? Devo fazer psicoterapia ou coaching? Qual é a diferença entre eles?

Acredito que exista uma diferença importante e que distancia em muito ambos processos, afinal o coaching se propõem ao apoio com foco no gerenciamento do centro de forças de cada individuo. Ele não se propõem a encontrar o que está faltando, mas sim a potencializar o que já existe dentro de cada um, como uma pedra preciosa que sai de seu estado bruto e ganha ainda mais valor ao ser lapidada.

Como psicóloga e coach me sinto à vontade para dizer que ambas as práticas se destinam ao crescimento e valorização do Ser, portanto não existe uma melhor ou pior que a outra (da mesma forma quando comparamos coaching a outros processos como couseling, mentoring, treinamento, consultoria ou outros). Existe sim uma que se adequada melhor ao momento e situação requerida pelo cliente. Desta forma, torna-se fundamental compreender o que faz com que as pessoas busquem o apoio de um profissional especializado e agir com ética para fazer a indicação mais apropriada.

Em geral, a principal razão que leva uma pessoa para a psicoterapia é a necessidade de livrar-se de um desconforto ou sofrimento. O que leva ao coaching é o desejo e a necessidade de avançar rumo a um alvo, a caminho das metas desejadas.

Os psicólogos são procurados por pessoas que estão passando por tormentos psíquicos, mas também podem ser abordados com o objetivo de produzir maior autoconhecimento olhando para suas vidas de maneira mais densa. Os coaches são procurados por pessoas que desejam romper limites, mudar sua direção na vida, atingir e manter alto nível de produtividade humana (performance + prazer).

Apesar de compartilharem aspectos comuns, os processos psicoterapêuticos e de coaching são bem diferentes. A psicoterapia trabalha com foco no passado e privilegia as causas de suas questões, enquanto o coaching mantém atenção no futuro e na transformação da ação, levando ao alcance dos resultados desejados.

O coaching concentra-se na definição clara de objetivos, na criação de resultados e na gestão de mudanças pessoais. Ele apoia o crescimento pessoal e profissional baseado na aquisição de novos hábitos de comportamento.

Em certa ocasião, num seminário, depois de eu ter explicado as diferenças acima mencionadas, alguém me trouxe a seguinte questão: ainda estou confuso, pois se o cliente diz querer compreender seu passado e também querer construir um plano para o futuro, o que devo fazer?

Fiquei pensando em como responder a isso e, intuitivamente disse: “peça ao seu cliente para que ele fale sobre seus objetivos com o trabalho, ajude-o a clarificar esses objetivos, deixe que ele confie em você para que possa dizer qualquer coisa que queira, peça que ele te dê o máximo de inputs possíveis sobre o que o deixará feliz e satisfeito quando o trabalho tiver terminado, estimule-o a falar muito sobre seus desejos, ansiedades e eventuais conflitos internos. Feito isso, veja se sua pratica atenderá completamente as expectativas do seu cliente e lhe dê sua melhor resposta.” Ao terminar, perguntei a meu ouvinte, será que fui suficientemente clara? e ele responde: sim, pois você acabou de colocar os princípios do coaching a favor do cliente, estou muito satisfeito.

Foi com esta experiência que pude concluir algo simples e ao mesmo tempo profundo, profissionais sérios, maduros e responsáveis são capazes de orientar bem àqueles que o procuram, pois através de impecável escuta ativa, do conhecimento sobre a essência das diferentes práticas de desenvolvimento humano/ autoconhecimento e de um comportamento plenamente generoso, pensará, prioritariamente, no bem-estar do individuo a sua frente.

Dizendo assim pode parecer simples demais, por isso a importância de conhecer as praticas existentes e clarificar a necessidade do cliente. Cada um desses processos exigem qualificações específicas e, sem elas, nem mesmo se pode começar a ouvir alguém que procura ajuda.

Os processos psicoterapêuticos só podem ser conduzidos por psicólogos formados e aptos a isso. Diverso a isso, coaching só pode ser conduzido por um profissional que tenha formação específica e reconhecida na matéria (coaching) e, preferencialmente, com experiência pratica comprovada durante o curso. Mas um coach pode ser oriundo de diferentes formações acadêmica (administração, economia, medicina, filosofia, engenharia, contabilidade, etc., etc.).

O coach é um profissional interessado em pessoas, com habilidades especificas que, através de metodologia aplicada é capaz de ajudar seus clientes a alcançarem seus objetivos – seu pódio particular.

Acredito que todas as pessoas deveriam olhar profundamente para si e suas necessidades. Existem diferentes caminhos para a constante evolução, o importante é escolher aquele que traga benefícios mais amplos e, como profissionais temos o dever de ajudar nessa escolha oferecendo o máximo de informações.

Seja qual for o método ou abordagem escolhida, para dar o primeiro passo é necessário ter disposição e vontade para investir em si mesmo.

Quando alguém apresenta uma queixa com desejo de “cura”(quadros de ansiedade, fobia, depressão, resolução de problemas emocionais, envolvimento com drogas, etc.) a indicação clara será a psicoterapia, mas quando a questão é o autoconhecimento a analise precisa ser mais criteriosa.

Precisamos educar a população para o coaching. Muita gente ainda não conhece esse trabalho. Por isso, existe muita confusão a cerca do que é o coaching e a que ele se propõem. Além disso, em função de tantas dúvidas as pessoas ficam indecisas sobre iniciar Coaching ou Psicoterapia.

Outro ponto importante é que essas praticas não são excludentes, ao contrário, é comum encontrarmos trabalhos complementares acontecendo, ou seja, coaching e psicoterapia concomitantes com focos diferentes. Por exemplo, se o cliente revelar um estado emocional comprometido ou desequilibrado, a associação das abordagens é indicada. IMPORTANTE: elas não devem, jamais, ser realizadas pelo mesmo profissional, inclusive por razões éticas.

Devemos deixar evidente àqueles que nos procuram que para o processo de coaching deve-se qualificar um objetivo, uma meta para que ele seja iniciado. Por outro lado, a psicoterapia debruça seu olhar no funcionamento, história, relações existentes e o ambiente que cerca a pessoa para trabalhar sua complexidade.

Uma outra diferença diz respeito a questão do tempo investido. No coaching, em geral, investe-se de seis a oito meses de trabalho com periodicidade quinzenal. Já a psicoterapia trabalha com a indeterminação do tempo, pois não há uma meta preestabelecida a ser alcançada.

Vale lembrar que ambos processos requisitam a participação ativa do cliente, entretanto, os processos psicoterapêuticos são mais condescendentes com o nível de entrega dos clientes, pois as questões latentes são consideradas. No coaching, por sua vez, o nível de comprometimento precisa ser de 100%, pois a eficiência do trabalho está diretamente relacionada a conquista de resultados como consequência da ampliação da consciência e treino de novos padrões de comportamento.

Para determinar se seu cliente poderá tirar proveito do coaching, lembre sempre, peça que ele elenque o que espera alcançar caso passe pelo processo. Quando a pessoa sabe o que quer e precisa o trabalho produz resultados muito uteis. Uma vez o coaching estabelece uma relação de parceria, pergunte se seu cliente considera valioso conversar com outros profissionais e conhecer outros pontos de vista sobre a questão apresentada. Questione se ele está disposto a dedicar tempo e energia para fazer mudanças concretas em sua vida e, se a resposta for sim, o coaching pode ser uma maneira muito benéfica para o aprimoramento.

Carlla D’ Zanna (http://www.transformacaoconsultoria.com.br/perfil-da-coach.html)

O Passado da Profissão do Futuro

por Carlla Zanna – Senior Coach

Considerada a nova tendência em gestão de pessoas e desenvolvimento humano, a prática do “Coaching” vem sendo ampliada nos últimos anos. Existem várias abordagens, escolas e atuações. Mas como foi que ele surgiu?

Para responder a essa pergunta gostaria de convidá-lo a fazer uma viagem muito divertida pelos caminhos que nos trouxeram até aqui.

Começaremos nossa turnê muitos séculos atrás, precisamente, no século IV e V a.C. na Grécia Antiga. Nosso primeiro encontro será com os importantes filósofos Sócrates, Platão e Aristóteles, que embora não utilizassem a expressão “Coaching”, faziam uso da maiêutica para apoiar seus discípulos no processo do florescer intelectual, ou seja, aprender a aprenderem.

E o que é maiêutica? Como isso se conecta com o Coaching?

A maiêutica socrática, instrumentação argumentativa do filósofo de elenkhos, significa o ‘dar à luz intelectual’, ou seja, buscar a sua verdade dentro de si mesmo. Sócrates fazia isso levando seus interlocutores a questionar e duvidar de seu próprio conhecimento, além de fazer com que eles concebessem, de si mesmos, uma nova ideia ou opinião sobre o tema, a partir de questões simples que os ajudavam a ‘fazer nascer’ ideias complexas. “A maiêutica baseia-se na ideia de que o conhecimento é latente na mente de todo ser humano, podendo ser encontrado pelas respostas a perguntas propostas de forma perspicaz.” Durante essa busca, inevitavelmente, as pessoas passam pela autoreflexão – nosce te ipsum (“conhece-te a ti mesmo”), procurando verdades universias como: bem-estar, plenitude e virtude. Portanto, Sócrates e Platão com enorme capacidade para dissecar fatos e situações através do recursos acima mencionado e Aristóteles que orientou Alexandre O Grande na busca de novas formas de enxergar a vida, apoiando-o a estabecer mudanças de comportamento para alcançar suas vitórias e conquistas, já praticavam “Coaching”. Por isso, mesmo que a expressão não fosse empregada como a conhecemos hoje, esses mestres da filosofia já se utilizavam do processo de estimulo a descoberta pessoal através de perguntas poderosas capazes de ampliar a consciencia e levar individuos a uma conexão com o seu melhor, podendo, desta forma, ter novas percepções de si e da realidade.

Séculos e séculos se passaram até que adentramos o século XV d.C., onde surgiu, pela primeira vez a palavra coach. A origem deste termo vem do hungaro Kocsi. Kocs é uma cidade na Hungria onde as carruagens, veículos para transporte de pessoas, começaram a ser produzidas com muito primor. Para designar tal transporte utilizou-se a palavra coach ou em português coches. Os condutores dos coches (sinônimo de carruagem) eram denominados cocheiros e tinham como missão conduzir seus passageiros ao destino desejado. Assim, podemos imaginar “Coaching” como sendo o processo de condução entre o ponto ‘A’ e um determinado destino ‘B’, sempre definido por quem tomava a carruagem. Neste sentido, também nos conectamos com a prática atual do “Coaching”, onde se deve conduzir um processo de desenvolvimento com objetivos claramente definidos e determinados pelo coachee (aquele que recebe coach).

Viajando um pouco mais chegamos ao século XIX, mais precisamente no ano de 1850, onde o mesmo termo – coach – passa a ser atribuído aos professores e mestres de universidades, em especial quando se tratava de um tutor com responsabilidade por auxiliar o estudante na preparação de testes e exames.

E como foi que chegamos até aqui, saindo das carruagens para os mestres?

Existem duas versões britânicas para isso. A primeira metáfora diz que o coach era o tutor que guiava as crianças pelos campos do conhecimento, em analogia às carruagens que carregavam familiais pelos campos da Inglaterra. A segunda é que as famílias muito ricas, em longas viagens, levavam servos que liam lições em voz alta para as crianças no interior das carruagens e então se dizia que os pequenos tinham sido coached – instruídos dentro da carruagem. Essa segunda versão é mais aceita pela maioria dos estudiosos.

Seja como for, coach possui uma origem de servir ao outro e isso revela, sobremaneira, a essência desta nobre atividade.

Andamos, andamos, andamos, de carruagem, e enfim chegamos ao século XX!

Aqui, já podemos admirar a ciência se intercambiando, pois “Coaching” é o resultado de uma síntese de vários campos do conhecimento, como andragogia, gestão de mudanças, potencial humano, psicologia, teorias comportamentais, pensamento sistêmico, neurociência, biologia, linguística, entre outros. Cada um desses campos possui modelos teóricos e abordagens próprias de “coaching”, formando assim um rico painel de possibilidades e formas de aplicação.

Continuando nossa aventura, chegamos aos anos dourados, 1950, e a expressão coach é usada pela primeira vez como uma habilidade de gerenciamento de pessoas, atualmente conhecida como líder-coach (diferente do coach profissional, mas esta é uma outra aventura para percorrermos um dia). Neste momento da história, se identifica o valor do desenvolvimento de pessoas e a valorização das competências do individuo nas organizações.

Começa uma nova fase para o “Coahing”. Passamos a ouvir a expressão coach, para denominar os treinadores de atletas das universidades americanas, em especial para os esportes coletivos. Pouco depois, cada atleta ou equipe passou a ter um coach para auxiliar na busca da excelência a partir da potencialidade do ou dos indivíduos. Aqui a Europa já se faz presente fazendo o mesmo uso do termo.

Chegamos então ao ano de 1960, começa uma década revolucionária no que tange aos costumes, músicas, artes plásticas e política. O mundo ocidental é sacudido por movimentos de contestação política e cultural, como os movimentos das mulheres, dos negros, dos “gays”, das chamadas “minorias”, de estudantes e de trabalhadores, como o maio de 68 na Europa e o movimento por mais verbas e mais vagas dos estudantes brasileiros. É um momento onde o status quo está sendo questionado e as pessoas clamam por maior valorização do SER HUMANO. Em meio a este turbilhão, em Nova Iorque, em um programa educacional, foi colocado pela primeira vez conceitos e habilidades de Coaching de Vida – o Life Coaching. Posteriormente este programa foi introduzido no Canadá, onde foi aperfeiçoado com a introdução de técnicas e ferramentas para a resolução de conflitos e problemas.

Nos anos 1970, o norte-americano Timothy (Tim) Gallwey, considerado o precursor e fundador do conceito de “Coaching” como é conhecido nos dias de hoje, foi pioneiro no movimento da psicologia aplicada ao esporte e ao mundo corporativo. Na época, seu método foi considerado revolucionário, pois levou vários atletas a se destacarem. Um dos grandes favorecidos do método de Tim Gallwey – THE INNER GAME – foi o ex tenista Pete Sampras. A diferença do seu método está em trabalhar os aspectos comportamentais do atleta, em especial as variáveis que tem maior impacto para a conquista do objetivo desejado, estimulando a capacidade do atleta aprender se divertindo. Ele não fica preso aos aspectos técnicos do jogo ou do jogador, respeita o modus operandi de cada individuo acreditando que todo conhecimento já está com a pessoa, o coach apenas ajuda o individuo a revelar tudo o que está latente. “Coaching é uma relação de parceria que revela, liberta o potencial das pessoas de forma a maximizar o desempenho delas. É ajudá-las a aprender ao invés de ensinar algo a elas…” (Timothy Gallwey).

Depois dele, temos sucessores incríveis como Sir John Whitmore, campeão de corridas de automóvel e responsável pelos modernos conceitos de Coaching para Performance e Coaching Transpessoal; David Hemery, medalhista olímpico de salto com obstáculos e David Witaker, coach da equipe Olímpica de Hockey.

Neste momento o “Coaching” começa a ganhar força dentro dos meios empresariais, e sua utilidade se mostrará mais significativa na década de 80.

Anos 1980, o mundo está mudado, dizem alguns, ainda temos muito a fazer, dizem outros, o importante é que houve muita mobilização de massa nessa década e isso mexeu sensivelmente com a crença das pessoas sobre si mesmas e seus valores. Além disso, neste mesmo período aconteceu a grande expansão do Vale do Silício e o “Coaching” entra no mundo organizacional como um processo de apoio a realização de metas e performance, vindo a se consolidar como profissão no mundo dos negócios. Programas de liderança passam a incluir o conceito de “Coaching Executivo” e a partir deste momento, o “Coaching” surge como uma poderosa ferramenta de desenvolvimento humano pessoal e profissional.

Ainda neste mesmo período, em 1980, nasce, pelas mãos da mestre Marilyn Atkinson, a Erickson Internacional College, escola que se propõem a desbravar caminhos para consolidar a formação de profissionais em “Coaching”. Eles definem como missão, a integração das vastas investigações realizadas por sua fundadora com as demandas globais, oferecendo para toda comunidade de coaches ao redor do mundo, um programa de capacitação que se tornou referencia no mercado.

Chegando aos anos 90 e a globalização está pulsando. Neste momento, é fácil perceber que o “Coaching” já está disseminado e que muitos passam a se interessar por esta nova atividade, principalmente no Brasil, onde ele ainda era muito pouco divulgado. O “Coaching” passa a ser reconhecido como a forma mais eficaz para promover mobilidade humana.

O “coaching” ganha novo status, quando é reconhecido como um processo profundo, onde os indivíduos podem resgatar o seu máximo potencial, eliminando as interferências internas e externas, com objetivos claros de se alcançar ‘pódios pessoais’ compostos de performance e diversão.

Enfim, chagamos ao século XXI e é crescente o numero de coaches no mercado, assim como o numero de escolas de formação, por isso a necessidade de se ter um a instituição que possa balizar a aplicação e conduta desta nova ‘profissão’ (ainda não reconhecida oficialmente como tal, no Brasil). Para tanto, desde 1995, contamos com o International Coaching Federation – ICF, que é a principal organização mundial dedicada ao avanço da profissão de “coaching”, estabelecendo padrões elevados de educação e modelo ético.

Cada vez mais, indivíduos e organizações, reconhecem o valor de um Processo de Coaching.

Nos últimos anos, o “Coaching” vem ganhando credibilidade e conquistado respeito e reconhecimento com diferentes focos: Vida, Bem-estar, Saúde, Executivo, Profissional, Carreira, entre outros. Esse sucesso está associado ao fato de oferecer benefícios reais às pessoas e despertá-las para, muitas vezes, o resgate de uma percepção de consistência em sua autoestima, uma sensação de eu posso, eu consigo, eu sou responsável pelas minhas escolhas e pela minha vida. Esse “empoderamento”, do inglês empowerment, agrada muito a todos e, consequentemente eleva os índices de entregas com alto padrão de qualidade.

Porque o “coaching” é a profissão do futuro?

Simplesmente porque as pessoas estão cada vez mais ávidas e estimuladas a se tornarem melhores para si mesmas.

Vale à pena alguns dados estatísticos, pois nos EUA, das 22 milhões de pequenas empresas, 22% delas utilizam algum tipo de Coaching e a projeção garante um aumento de 50% nos próximos anos (Infinita Research). Um estudo publicado no Public Personnel Management Journal, conclui que profissionais que participaram de treinamentos gerenciais aumentaram em 22,4% sua produtividade. E aqueles que tiveram Coaching, após esse mesmo treinamento, aumentaram sua produtividade em 88%. Segundo a Revista Fortune, mais de 40.000 Executivos possuem Coaches nos Estados Unidos.

Enfim, basta fazer uma análise da população brasileira e saber que o campo é vasto e ainda há muito o que ser feito.

Espero que você tenha se divertido muito durante esta leitura e se interessado e seguir com seu processo de aprendizagem contínua, pois só quem é capaz de desaprender para seguir aprender aprendendo será um coach eficaz.

Para você que deseja ser coach, procure uma boa formação, comprometa-se e seja bem-vindo.

Carlla D’ Zanna

Abril/2013