Eu e a Cultura da Empresa

Publicado originalmente em 29 jun 2013

Cultura organizacional é o modo de ser e de atuar de uma comunidade. É, portanto, uma leitura do comportamento coletivo.

Quando se fala em mudar Cultura Organizacional, todo o esforço é para que esse comportamento coletivo seja revisto, demonstrando um novo jeito de ser e de atuar da Organização. Para isso, se investe na definição do novo rumo e na energia das pessoas para desenvolverem novas competências e conquistarem a Cultura Desejada.
Nesse estágio, está lançado um processo de transição cultural, que trabalha fortemente a dinâmica coletiva do grupo e a interdependência de pessoas e áreas.
Essa dinâmica exige, de cada um dos integrantes da comunidade, um esforço pessoal. O conjunto é maior do que a pessoa, mas não independe dela. Em um processo de mudança, é preciso falar a cada mente e a cada coração. Todos serão importantes.

Portanto, Eu – ante uma perspectiva de mudança do contexto do qual faço parte – preciso entender com clareza a realidade atual e desejada, compará-la com minhas expectativas e fazer uma opção. Se meus desejos e valores pessoais estão em linha com a proposta organizacional, ótimo! O esforço será muito mais suave, qualquer que seja o desafio. Caso contrário é preciso ponderar se vale a pena interferir no rumo escolhido mostrando que há outras formas de mudança mais efetivas, ou se é melhor escolher o meu caminho pessoal, que passará, quem sabe, pela busca de novas oportunidades de trabalho de outros ambientes, novas perspectivas. De qualquer forma, ante processos de transição cultural, não posso me omitir. Preciso investir no entendimento da demanda e, principalmente, no entendimento dos meus valores, desejos, expectativas. Assim, farei a escolha mais madura e mais contributiva.

Em movimentos de mudança, é preciso também que eu fique o mais atento possível à minha motivação, em todas as fases do processo. Especialmente porque vou ser chamado a rever posturas e aprender novas habilidades, é preciso que eu garanta uma energia pessoal elevada para esse investimento adicional.

Eu e a Cultura da Empresa 2

Portanto, eu preciso conhecer muito bem o que me faz motivado e o que desperdiça minha energia, todos os dias da jornada. É preciso entender onde e como posso buscar combustível para sustentar minha motivação apesar das dificuldades e dos desafios, porque essa responsabilidade é indelegável. A Organização tem o papel de criar ambientes motivadores e meu líder, em especial, precisa entender o que me motiva e contribuir no cotidiano do trabalho. No entanto, se falharem esses agentes externos, é a mim que cabe a busca do que me faz motivado. Preciso garantir hábitos diários e relações com o mundo que favoreçam esses alimentos essenciais à minha energia, ao meu entusiasmo.

Segundo McClelland – pesquisador de Harward e estudioso de Motivação – o ser humano pode se diferenciar pelo Motivo que mais o caracteriza: necessidade de desafio permanente (gosto por superação), necessidade de laços de afiliação (ser apoiado, ser aceito) ou necessidade de influência (ser destacado, exercer poder). São necessidades humanas, mas em doses específicas em cada pessoa e – curiosamente – sustentadas na mesma proporção, ao longo da vida.

Concluindo, em processos de mudança cultural, a Organização precisa explicitar claramente o Rumo e o Ritmo do processo pretendido, e também garantir ambientes onde estejam presentes espaços de autonomia (para motivar pessoas essencialmente necessitadas pelo desafio), apoio às pessoas (para motivar aquelas essencialmente motivadas por acolhimento, afiliação) e possibilidade de exercer influência sobre outros (para motivar aquelas que necessitam de destaque, oportunidade de mobilizar outros etc.).

Paralelamente – e não menos importante – as pessoas precisam ampliar seu autoconhecimento para poder realizar um trabalho maduro e produtivo pensando a Organização e, ao mesmo tempo, atuar com sabedoria para garantir alimentos adequados ao que interessa à sua motivação, no trabalho e na vida. O conceito de Motivação coincide com o conceito de Felicidade.

Portanto, vale a pena o investimento!

Beth Zorzi

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