“7 erros a serem evitados pelo novo coach”

No Brasil, a atividade de coaching ainda não é oficialmente reconhecida como profissão, mas com experiência de mais de 15 anos como coach profissional, eu gostaria de, humildemente, recomendar que, aqueles que se propuserem a exercer essa atividade a considerem com a seriedade e responsabilidade de outras tantas profissões. Isso significa preparo específico, desenvolvimento das competências exigidas, atualizações frequentes, foco, vontade de fazer um trabalho muito bom, dedicação e, acima de tudo, acreditar, genuinamente, no potencial dos outros.

Não dar atenção a esses aspectos, infelizmente, tem feito com que muitos se aventurem no mercado usando inadvertidamente o termo coaching ou se apresentem como COACHES, sem ao menos terem formação específica e consistente, achando que é uma atividade simples que pode ser exercida por qualquer um. Sem sombra de dúvida, esse é o maior erro que qualquer pessoa pode cometer ao pensar em ser um coach.

Para refletir: Será que por ser uma mãe zelosa e capaz de cuidar da saúde do meu filho eu posso me apresentar como médica pediatra?

Meu objetivo ao escrever esse texto é alertar sobre erros comuns e também oferecer minha contribuição afim de apoiar novos colegas em suas respectivas jornadas como coaches.

Eu não sou contra cometer erros, afinal eles são parte integrante do desenvolvimento, mas podemos errar erros diferentes quando nos abrimos para aprender com os erros cometidos por outros, certo? Por isso, abaixo você encontrará os sete erros mais comuns que um coach iniciante pode cometer, seguidos de comentários e recomendações.

Os 7 erros mais comuns cometidos, principalmente por novos coaches:

1 – Acreditar que ao terminar sua formação já está pronto para vender seu serviço de coaching.  Cuidado!  Coaching não é teoria, é pratica, muita pratica!

Fazer uma formação consistente e, preferencialmente reconhecida por alguma instituição, como por exemplo o Internacional Coaching Federation – ICF, não o tornará um coach, mas te oferecerá conhecimento para que você inicie sua pratica de forma estruturada e profunda. Antes de sair vendendo seu serviço de coaching pratique (recomendo pelo menos umas 50h) oferecendo atendimentos probono (sem pagamento).

Responda para você mesmo… gostaria de pagar por um produto ou serviço que ainda não está completamente pronto?

O que você pode oferecer de mais poderoso para conquistar o mercado e ter bons clien- tes é a sua credibilidade, portanto não se arrisque.

Seja ético e transparente com quem você convidar para ser um cliente alfa (cliente que aceitará te ajudar no inicio da sua carreira como coach), informe que você ainda está praticando e agradeça pela oportunidade que aquela pessoa está te oferecendo (e você a ela).

Além disso, tenha um supervisor e/ ou um mentor!

2 – Ter “Gula de Coaching”

Fique atento para não querer atender clientes com demandas que se aplicam melhor a outras modalidades de desenvolvimento (psicoterapia, consultoria, aconselhamento, aula, etc.). Na ânsia de ganhar experiência e começar a atender, alguns coaches se deixam levar pelo que um dia aprendi com o nome de “gula terapêutica” (aqui chamei de “gula de coaching”) e achar que todo e qualquer tipo de necessidade é questão de coaching. Isso não é verdade!! Às vezes o que a pessoa precisa é outra coisa e como essa é uma pratica muito nova no Brasil, temos o dever de dizer ao cliente prospect o que é e o que não é coaching, deixando claro a diferença em relação a outras modalidades de desenvolvimento que existem.

Exerça com efetividade e sabedoria seu papel de coach na essência.

3 – Querer se responsabilizar pelo sucesso do processo
Querer ser ótimo profissional não o torna responsável pelo sucesso dos processos que conduz, lembre-se que um dos princípios do coaching é justamente acreditar no potencial do outro e estimula-lo a ser o protagonista da sua própria jornada. Por isso, é muito importante desde o inicio fazer uma boa contratação, deixando claro os papéis de cada um, responsabilidades, forma de funcionamento do processo e sessões e os limites do coaching. Lembre-se, sempre que for necessário você pode e deve rever o contrato de coaching, deixando claro para seu cliente que a responsabilidade pelo sucesso depende muito mais dele do que de você.

4 – “Caminhar” sozinho

A atividade de coaching é individual, mas não se isole, não acredite que já tem todas as respostas, não pense que já aprendeu tudo. Manter-se conectado a uma comunidade global de coaches profissionais que compartilham do compromisso com a qualidade e rigor de uma educação continuada, certamente irá proporcionar muita troca quanto a métodos, estudos inovadores e pesquisas no campo do coaching. Você precisará disso para oferecer o melhor a seus clientes.

Admitir que não está pronto é um gesto de sabedoria,  isso signfica muito para a carreira de um profissional sério. Investir na troca com colegas mais experientes ou até mesmo participar de um programa de supervisão ou mentoria em coaching mostra seu interesse em ser o melhor profissional que puder ser.

Acredite, com um supervisor ou mentor coach que tenha experiência você irá com- partilhar uma história de sucesso (sua e dele). Talvez essa seja a principal característica de um coach de sucesso!

5 – Fazer de tudo

A maioria dos coaches acham que basta se formar e estão prontos para sair atendendo tudo e todos, independente de terem um foco ou nicho definidos. Os iniciantes tendem a se anunciarem como uma espécie de “faz tudo” em coaching, o que é péssimo para imagem do profissional. Coaches sérios determinam seus nichos e se tornam especialistas. Acredite, seus clientes não cairão do céu, mas também não os terá apenas porque fez um site bonito ou montou sua fanpage, o que realmente faz a diferença é sua capacidade de criar credibilidade e interagir de maneira estratégica com seus potenciais clientes.

Estude, pesquise, escreva e mostre o quanto você se dedica a um nicho específico do mercado.

6 – Acreditar que coaching é o uso sistemático de ferramentas
Os novos coaches tendem a se apoiar fortemente no uso das ferramentas de coaching, principalmente se saem de uma formação onde elas são “vendidas” como “tabuas de salvação” para o processo (a tal garantia de segurança). Não se fie nisso e cuidado para você não se tornar um profissional qualquer. Por outro lado, reconheço que as ferramentas estruturadas e, algumas vezes escolhidas antecipadamente, são uteis, mas apenas quando utilizadas com brevidade e sabedoria pelo coach, ao mesmo tempo reafirmo que não serão elas as responsáveis por garantir o sucesso e a qualidade do trabalho realizado.

Afinal, você quer ser um coach ou um aplicador de ferramentas?

Para conduzir o coaching de forma personalizada e profunda, como se presume que aconteça, não utilize ferramentas como se tivesse que seguir um roteiro previamente definido, (lembre que a agenda deve sempre ser do cliente). Um coach deve aprender a usar sua intuição, sua capacidade de manter presença e escuta ativa, para extrair o melhor de seus clientes através de perguntas poderosas.

7 – Não cuidar do próprio desenvolvimento
Você já foi coachee num processo completo? Se sua resposta for não, fique atento, será que você nunca teve que lidar com alguma questão na sua vida onde o coaching poderia apoia-lo?
O que estou querendo com essa pro-vocação é faze-lo pensar sobre a importância de passar pela experiência de ser um coachee e de seguir buscando seu caminho de desenvolvimento continuamente, seja para o seu papel de coach ou para qualquer um dos papéis que exerce na sua vida social (pai, mãe, filho, amigo, voluntário, lider comunitário, etc.)

Seja um coach responsável e feliz, isso te levará ao sucesso!!!

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Produtividade Humana – o novo nome da Felicidade

 

“Ser feliz não é viver apenas momentos de alegria, é viver com paixão e coragem para aprender, desaprender e reaprender. É saber para onde ir e simplesmente caminhar. É se propor a fazer e celebrar as conquistas.” (Carlla D’ Zanna)

Felicidade é um conceito intimamente ligado a motivação, meus estudos e observações, ao longo dos últimos 7 anos, me fazem acreditar nisso.

Segundo David McClelland, psicólogo e professor de Harvard, os motivos sociais (ou necessidades humanas) são responsáveis pela forma como as pessoas pensam, sentem e, consequentemente, agem. Felicidade tem a ver com ação, pois são nossas conquistas, sejam quais forem, que nos trazem essa tão almejada sensação. A motivação é responsável pela energia (força vital) e esforços dispendidos para alcançar um determinado objetivo, sem eles não poderíamos nos mover na direção pretendida.

Cada pessoa é 100% responsável pela própria felicidade, e isto é comprovado pela neurociência ao demonstrar que através da ativação do córtex pré-frontal esquerdo conseguimos produzir sensação de prazer.

Então, ouso definir felicidade como um ‘lugar’ (espaço) – “Pódio de Vida”-  conquistado através de uma conexão fluida que cada um de nós é capaz de estabelecer com a própria essência.

E produtividade? Para isso, contarei um pouco de história, pois classicamente, trata-se de um conceito originado pelas crescentes demandas industriais do inicio do século XX, quando Henry Ford criou a Linha de Produção, revolucionando os processos de fabricação. A indústria mundial passou por várias mudanças e a produção em massa se faz necessária. Em 1950, a Comunidade Econômica Europeia definiu, formalmente, o conceito de produtividade como sendo o “quociente obtido pela divisão do produzido por um dos fatores de produção”. Produtividade passa a ser associada à eficiência e tempo gasto para produzir. Desde então, o grau de produtividade de um agente econômico (pessoa, empresa, país, etc.) passou a ser um dos melhores indicadores do nível de eficiência e eficácia, tornando-se uma medida relevante para aferir performance. Segundo Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna, a produtividade é o melhor indicador da eficácia da gestão. Em resumo, “produtividade significa fazer mais e melhor com menos recursos”, ou seja, quanto menor for o tempo levado para obter o resultado pretendido garantindo alto padrão de qualidade, mais produtivo é o processo, o sistema ou etc..

Mas isso parece cartesiano demais, como é possível pensar em comportamento humano x produtividade? E o que é que isso tem a ver com felicidade?

De fatoTudo! E para chegar a essa afirmação busquei estudos e teorias que me ajudaram a conectar Produtividade, Comportamento Humano e Felicidade.

A primeira vez que ouvi a expressão “Produtividade Humana” foi com Will Schutz, psicólogo e Ph.D criador do método The Human Elementâ, voltado ao fortalecimento das relações e ampliação da produtividade das equipes (Teoria FIRO – Fundamental Interpersonal Relations Orientation), e me lembro de ter pensado: “se produtividade humana significa ter habilidade para se manter flexível (capacidade de respeitar as diferenças) e aberto (ser capaz de falar de si para os outros de forma autentica) nas relações, a fim de resolver com agilidade e sucesso, qualquer tipo de impasse e assim ser mais eficiente na conquista dos resultados…”, então posso dizer que essa tal ‘PH’ é a capacidade de obter os resultados desejados na vida, com máxima eficiência e mínimo desgaste emocional. Será isso mesmo?

Tim Gallwey, em seu método de coaching “The Inner Game”, afirma que a performance de uma pessoa é o resultado do seu potencial menos as interferências, o que é traduzido na seguinte equação: Pf = Pt – I.

Somando isso ao que Drucker afirma sobre performance, posso dizer que o potencial humano é igual as suas realizações, ou seja, o próprio nível de produtividade do indivíduo. Desta forma, passei a pensar que PH é algo como a capacidade do individuo promover transformações pessoais ao longo da vida de tal forma que possa permanecer o máximo de tempo possível sobre seu “pódio de vida”.

E o que é Pódio de Vida? É um espaço pleno criado por cada um de nós, onde tudo flui com o máximo aproveitamento potencial e mínimo desgaste psicocomportamental (as tais interferências referidas por Gallwey). É o espaço para o qual desejamos caminhar quando iniciamos uma jornada de desenvolvimento e aprendizagem. É o lugar que cada um pode chamar de felicidade, pois é lá que toda conquista tem uma dose de prazer e todo prazer tem uma dose de conquista. O psicólogo húngaro Mihaly Csikszentmihalyi, que idealizou a Teoria do Flow (do inglês: fluir) parece compartilhar dessa visão, pois propõem que, para estarmos nesse espaço de fluidez, ao longo da vida, devemos produzir sempre com muita espontaneidade, a partir de um estado mental de grande concentração ou presença e que, para isso, sempre deve haver equilíbrio entre as habilidades do indivíduo e os desafios assumidos (sejam eles propostos por si mesmo ou outros).

Concluindo, é possível dizer que todas as vezes que um individuo estiver sobre seu Pódio de Vida, seu índice de Produtividade Humana será elevado, indicando eficácia em relação a própria vida. Ou seja, Produtividade Humana é o quociente obtido pela divisão do nível de satisfação com o que um indivíduo produz na vida pelo tempo e energia emocional utilizados. E me atrevo a dizer que felicidade é o nome dado ao resultado dessa divisão, o que me leva a deduzir que Produtividade Humana é igual a Felicidade.

Como coaches nos propomos a apoiar as pessoas a se moverem e com isso atingirem seus Pódios de Vida, por isso somos fortes aliados das pessoas no alcance da tão almejada Produtividade Humana.

Carlla D’ Zanna    –   março/2016   –   carlazanna@transformacaoconsultoria.com.br

“Ser Coach”, Missão ou Formação?

Olá amigos,

Hoje vou compartilhar com vocês um pouco da minha história e minhas crenças sobre “Ser Coach”, pois fazer um curso de formação em Coaching é possível para muitos, mas “Ser Coach”, é para poucos.

Desde criança eu queria trabalhar com gente, sempre adorei pessoas e mais ainda de saber porque elas pensam como pensam, agem como agem, ficam felizes ou tristes, possuem desejos e fazem coisas para realiza-los ou apenas esperam que uma espécie de “mágica”  ou milagre lhes proporcionem o que querem.

Calma …  não vou contar a história da minha vida inteira, apenas uma introdução que dará sentido ao que virá a seguir.

Ouvir as histórias das pessoas sempre foi um prazer e procurava ouvir além daquilo que diziam com a voz. Queria conhecer suas experiências, crenças, pensamentos e sentimentos, sempre respeitando suas escolhas.

Decidi estudar psicologia!

Me especializei em psicologia organizacional, pois o mundo corporativo parecia ser repleto de idiossincrasias, jogos políticos e exigências comportamentais, terreno fértil para quem gosta de desafios e se interessa pela dinâmica do comportamento humano.

Tenho orgulho da carreira que trilhei e hoje sou uma pessoa realizada por ter sido capaz de “Ser Coach”.

O que há de especial nisso?

Você sabe que não somos a nossa profissão, não somos nosso cargo corporativo e dizer que sou coach significa muito para mim, pois representa uma forma de olhar o mundo, de dar significado para as pessoas e de fazer minhas escolhas na vida.

Eu sou apaixonada por gente e suas possibilidades, tantas e nem sempre conhecidas. Acredito no potencial que existe em cada um de nós!

Por isso, busco continuamente pelo meu próprio desenvolvimento, isso me ajuda a manter minha integridade (integração de todas as partes que somadas me revelam) estabelecendo conexões produtivas e poderosas com meus clientes.

“Ser Coach”, é uma missão de vida, pois foi dessa forma que escolhi oferecer a melhor parte de mim para a sociedade e, aqueles com quem trabalho me presenteiam confiando em mim para apoia-los na extração do seu máximo potencial e alcance do “pódio pessoal” ( resultados desejados com o máximo de felicidade).

Coaching é um ato genuíno de amor!

“Ser Coach” é ser capaz de doar-se e celebrar cada pódio que o outro conquistar!

Carlla Zanna – Coach por paixão

PARA QUE SERVE O COACHING, COMO ESCOLHER UM PROFISSIONAL CAPACITADO?

por Carlla Zanna – Coach Profissional e Diretora de Desenvolvimento da ICF-SP

Coaching é um processo que facilita o desempenho. É a arte de apoiar o desenvolvimento das pessoas ajudando-as a reconhecer e usar o máximo de seu potencial e, dessa forma, alcançar o que desejam na vida.

Trata-se de uma metodologia que vem ganhando cada vez mais espaço, seja no desempenho dos papéis profissionais ou pessoais.

Através do Coaching é possível alavancar carreira, transformar comportamentos e crenças limitantes, buscar alternativas para resolver questões, adquirir novos hábitos, resolver dilemas. Enfim é uma jornada de aprendizagem que leva o coachee (aquele que recebe coaching) alcançar seu “pódio pessoal” (ou seja, espaço de conquistas e felicidade).

Coaching não é terapia, não é aconselhamento, não é consultoria e nem mentoria.

Em geral, as maiores motivações de quem procura o Coaching são: resolver impasses sobre carreira, inseguranças sobre a forma de desempenhar o papel profissional, desenvolver competências específicas (comunicação, relacionamento interpessoal, tomada de decisão, resolução de conflitos, etc.), preparar-se para um novo desafio na carreira ou vida, aprender a fazer escolhas.

Passar pelo Coaching sempre deve ser uma escolha pessoal. Mesmo quando a empresa sugere que um de seus colaboradores faça Coaching, será fundamental para o sucesso do trabalho que o coachee esteja disposto e convencido de que o processo lhe trará ganhos. É impossível trabalhar com alguém que esteja ali por “obrigação”, pois o Coaching exige alto nível de comprometimento e autonomia do coachee. Ele aprenderá cada vez mais sobre si mesmo e sobre suas possibilidades para alcançar aquilo que deseja.

COMO ESCOLHER O COACH

Coaching é uma atividade que mexe profundamente com o indivíduo, por isso torna-se imprescindível conhecer qual é a formação do profissional que está oferendo seus serviços, seu nível de experiência e expertise e suas credenciais.

Para ser um bom coach é necessário pratica, muita prática!!!

Ao contratar um coach profissional busque referencias e dê preferencia aos profissionais credenciados.

Consulte o International Coaching Federation – ICF,  maior federação de coaches profissionais do mundo, e verifique se o profissional que você pretende contratar é um membro. www.icf-sp.org

Para mais informações entre em contato conosco – tel. (11) 2609-4947 ou (11) 99179-2696, ou pelo e-mail carlazanna@transformacaoconsultoria.com.br

Coach Profissional

Diretora de Desenvolvimento da ICF-SP

Liderança e o papel dos Líderes

Esse pequeno texto extraído do Livro On dialogue serve para fazer uma boa reflexão sobre o que de fato é Liderança e o papel dos Líderes
“De tempos em tempos, a tribo reunia-se em círculo. Simplesmente conversavam e conversavam, aparentemente sem propósito algum. Não tomavam decisões. Não havia um líder formal. Todos podiam participar, todos respeitavam a participação dos outros. Podia haver homens sábios ou mulheres sábias, os quais eram consultados a cada vez e a quem se escutava mais – os anciãos – mas todos podiam falar. A reunião continuava, até que finalmente todos faziam um silêncio para refletir e, se não houvesse mais opiniões, perguntas e idéias adicionais, o grupo se dispersava. Depois daquilo, todos sabiam o que fazer, porque havia um entendimento coletivo sobre quais os problemas, suas causas, possíveis conseqüências, desdobramentos e soluções alternativas. Só então eram reunidos grupos menores e só então as pessoas faziam alguma coisa ou resolviam os problemas, mas jamais sem entender. Em algumas tribos, quando os problemas eram complexos, eram várias dessas sessões e era preciso pensar nas conseqüências do que ir-se-ia fazer até três gerações depois daquela representada pelas atuais crianças da tribo. Isso significava, muitas vezes, que os anciãos e anciãs tinham de pensar nas conseqüências de seus atos até seis ou sete gerações depois da sua.”
On dialogue, David Bohm

Deixe seu comentário, sua reflexão, seu insight!!

Obrigada!

Tempo e Estresse

Em geral, as pessoas acabam sentindo de maneira significativa a pressão interna e externa vinda de tempos difíceis como, por exemplo, a crise econômica e politica que estamos atravessando. Isso, muitas vezes, faz com que o estresse aumente e cada um, a seu modo, tenta driblar a situação. Muitas vezes, um dos “sintomas” disso é a falta de energia, a paralisação, a procrastinação, a inércia. A notícia ruim é que a possibilidade de entrarmos num circulo vicioso improdutivo é muito grande, pois sem energia não queremos fazer as coisas do dia-a-dia, mas depois ficamos nos cobrando ainda mais por não termos feito o que era necessário ou útil e com isso o estresse cresce ainda mais e o tal ciclo vicioso se fixa e perpetua. Conclusão, aumento de estresse e perda de tempo.

Me diga, como anda seu nível de estresse nos últimos tempos?

Você sabia que qualquer mudança na “lógica local”, ou seja, qualquer evento que gere uma importante mudança do status quo gera estresse? Não são apenas as más notícias ou fatos desagradáveis que provocam isso, vou mencionar exemplos do que pode ser considerado “mudança na lógica local”: nascimento de um filho, perda de um ente querido, falta de dinheiro, elevação repentina do padrão aquisitivo, casamento, divórcio, mudança de casa, cidade, estado, pais, mudança de emprego, promoção, demissão, doença, premiação, etc., etc..

Pare, pense e avalie como você está sentindo que seu nível de estresse.  Está alto? Então já passou do momento de fazer algo para restabelecer seu equilíbrio, caso contrário terá dificuldade para lidar com seu tempo. O assunto é profundo!

Seguem algumas questões para te ajudar a refletir sobre como tem lidado com o estresse e o tempo.

  • Como você tem usado seu tempo livre? “você não tem tempo livre?????!!!!!”
  • O que você faz para restabelecer sua energia vital?
  • Como você lida com mudanças repentinas?

Você sabia que, já em 1908 ,os psicólogos Robert M. Yerkes e John Dodson D. – descobriram que a performance é afetada pelo ambiente? Que tipo de ambiente você tem criado ou aceito permanecer?

Como você pretende agir para transformar ciclos viciosos em virtuosos…

Você já pensou em:

  • Estabelecer uma agenda com claros limites?
  • Encontrar e colocar em ação hobbies (atividades que gerem muita satisfaçao)?
  • Definir metas claras para que suas demandas não se tornem SEMPRE urgências?

Se você quiser aprofundar o tema e descobrir como adquirir novos e saudáveis hábitos,  nós podemos ajudar. Nosso trabalho sobre Gestão do tempo quer te ajudar a garantir sua produtividade humana.  Saiba mais em www.transformacaoconsultoria.com.br

Saiba mais em www.transformacaoconsultoria.com.br

Coaching ou Psicoterapia: do que seu cliente precisa?

Será que todos que te procuram tem clareza do que precisam?

Você acredita que pode atender e apoiar todos aqueles que chegam até você?

Você tende a “encaixar” as demandas que recebe na sua prática profissional?

Intrigada e curiosa com estas questões decidi pesquisar e analisar o que acontece quando nos deparamos com estes dilemas.

Te convido a ler este artigo e refletir seriamente sobre as questões apresentadas e sobre como você se coloca frente a elas: Coaching ou Psicoterapia?

Seja honesto com você mesmo!

Como fazer uma indicação adequada?

Como tomar uma decisão que possa apoiar o autoconhecimento da melhor forma?

Quem está em foco, seu cliente ou você?

Sei que estas são questões que podem incomodar muitos de nós, profissionais de desenvolvimento humano. Alguns porque acreditam já possuir total domínio ético sobre seu trabalho, e outros por acharem tais questionamentos irrelevantes. Entretanto, posso garantir que minhas idas e vindas conversando com colegas e clientes, revelaram que tanto coach, quanto coachee podem se beneficiar deste processo reflexivo, pois ambos são Humanos.

O que quero dizer é que tanto um quanto o outro podem se confundir ao fazer suas ponderações, afinal tendemos a analisar os fatos e fazer nossas escolhas a partir de nossas experiências e crenças.

Enquanto profissionais precisamos dar o máximo de informações para nossos clientes e não podemos nos deixar levar pelo simples desejo de ajudar ou de querer fazer o trabalho.

Anos atrás, um texto muito interessante me foi apresentado, chama-se “A Gula Terapeutica” ( leia aqui no blog), onde Frank Furedi, professor de sociologia na Universidade de Kent, no Reino Unido, discutia os modismos e a possível banalização das ciências do desenvolvimento humano em função da avidez pela excelência do ser e exigências sociomercadologicas.

Passada mais de uma década, me parece que o cenário não está muito diferente, afinal a cada dia encontro mais e mais pessoas querendo aprender a lidar melhor com seus altos níveis de exigência – ser um excelente profissional, mãe, pai, filho, amante, professor, etc..

Isso pode nos levar a uma certa “Gula de Coaching”? Será que todos que nos procuram demandam coaching?

No final dos anos 1990, Furedi falava na Cultura da Terapia, como algo que estava sendo cada vez mais estimulado pelos meios de comunicação de massa e que rotulava as necessidades cotidianas dos indivíduos que precisavam lidar com um novo jeito de ser e fazer as coisas (estressado, ansioso, fóbico, traumatizado, etc.). Isso fazia com que a psicoterapia fosse percebida como uma espécie de “tábua de salvação”.

Hoje, será que já podemos falar de uma Cultura de Coaching? No Brasil creio que ainda não, pois sua maior difusão ainda está no ambiente corporativo. Contudo, quando viermos a ter uma Cultura de Coaching, pois acredito nisso e em seus benefícios, poderemos aborda-la de uma forma muito positiva. O estimulo ao coaching vem crescendo e para que possamos fazer um trabalho impecável sem nos deixar corromper pelo ‘pecado da gula’, basta agirmos de forma madura e ética. O coaching não é a “moderna tábua de salvação”, é sim, mais uma das formas que existem para garantir o desenvolvimento continuo, porém com foco em resultados específicos. Trata-se de um processo que possibilita às pessoas se tornarem cada vez melhores e mais felizes.

O fato é que existem tantas abordagens e modalidades que se propõem a favorecer o desenvolvimento humano que, não é raro me perguntarem: qual é o processo de desenvolvimento/ autoconhecimento que melhor se aplica à mim? Ou, ao meu cliente? Devo fazer psicoterapia ou coaching? Qual é a diferença entre eles?

Acredito que exista uma diferença importante e que distancia em muito ambos processos, afinal o coaching se propõem ao apoio com foco no gerenciamento do centro de forças de cada individuo. Ele não se propõem a encontrar o que está faltando, mas sim a potencializar o que já existe dentro de cada um, como uma pedra preciosa que sai de seu estado bruto e ganha ainda mais valor ao ser lapidada.

Como psicóloga e coach me sinto à vontade para dizer que ambas as práticas se destinam ao crescimento e valorização do Ser, portanto não existe uma melhor ou pior que a outra (da mesma forma quando comparamos coaching a outros processos como couseling, mentoring, treinamento, consultoria ou outros). Existe sim uma que se adequada melhor ao momento e situação requerida pelo cliente. Desta forma, torna-se fundamental compreender o que faz com que as pessoas busquem o apoio de um profissional especializado e agir com ética para fazer a indicação mais apropriada.

Em geral, a principal razão que leva uma pessoa para a psicoterapia é a necessidade de livrar-se de um desconforto ou sofrimento. O que leva ao coaching é o desejo e a necessidade de avançar rumo a um alvo, a caminho das metas desejadas.

Os psicólogos são procurados por pessoas que estão passando por tormentos psíquicos, mas também podem ser abordados com o objetivo de produzir maior autoconhecimento olhando para suas vidas de maneira mais densa. Os coaches são procurados por pessoas que desejam romper limites, mudar sua direção na vida, atingir e manter alto nível de produtividade humana (performance + prazer).

Apesar de compartilharem aspectos comuns, os processos psicoterapêuticos e de coaching são bem diferentes. A psicoterapia trabalha com foco no passado e privilegia as causas de suas questões, enquanto o coaching mantém atenção no futuro e na transformação da ação, levando ao alcance dos resultados desejados.

O coaching concentra-se na definição clara de objetivos, na criação de resultados e na gestão de mudanças pessoais. Ele apoia o crescimento pessoal e profissional baseado na aquisição de novos hábitos de comportamento.

Em certa ocasião, num seminário, depois de eu ter explicado as diferenças acima mencionadas, alguém me trouxe a seguinte questão: ainda estou confuso, pois se o cliente diz querer compreender seu passado e também querer construir um plano para o futuro, o que devo fazer?

Fiquei pensando em como responder a isso e, intuitivamente disse: “peça ao seu cliente para que ele fale sobre seus objetivos com o trabalho, ajude-o a clarificar esses objetivos, deixe que ele confie em você para que possa dizer qualquer coisa que queira, peça que ele te dê o máximo de inputs possíveis sobre o que o deixará feliz e satisfeito quando o trabalho tiver terminado, estimule-o a falar muito sobre seus desejos, ansiedades e eventuais conflitos internos. Feito isso, veja se sua pratica atenderá completamente as expectativas do seu cliente e lhe dê sua melhor resposta.” Ao terminar, perguntei a meu ouvinte, será que fui suficientemente clara? e ele responde: sim, pois você acabou de colocar os princípios do coaching a favor do cliente, estou muito satisfeito.

Foi com esta experiência que pude concluir algo simples e ao mesmo tempo profundo, profissionais sérios, maduros e responsáveis são capazes de orientar bem àqueles que o procuram, pois através de impecável escuta ativa, do conhecimento sobre a essência das diferentes práticas de desenvolvimento humano/ autoconhecimento e de um comportamento plenamente generoso, pensará, prioritariamente, no bem-estar do individuo a sua frente.

Dizendo assim pode parecer simples demais, por isso a importância de conhecer as praticas existentes e clarificar a necessidade do cliente. Cada um desses processos exigem qualificações específicas e, sem elas, nem mesmo se pode começar a ouvir alguém que procura ajuda.

Os processos psicoterapêuticos só podem ser conduzidos por psicólogos formados e aptos a isso. Diverso a isso, coaching só pode ser conduzido por um profissional que tenha formação específica e reconhecida na matéria (coaching) e, preferencialmente, com experiência pratica comprovada durante o curso. Mas um coach pode ser oriundo de diferentes formações acadêmica (administração, economia, medicina, filosofia, engenharia, contabilidade, etc., etc.).

O coach é um profissional interessado em pessoas, com habilidades especificas que, através de metodologia aplicada é capaz de ajudar seus clientes a alcançarem seus objetivos – seu pódio particular.

Acredito que todas as pessoas deveriam olhar profundamente para si e suas necessidades. Existem diferentes caminhos para a constante evolução, o importante é escolher aquele que traga benefícios mais amplos e, como profissionais temos o dever de ajudar nessa escolha oferecendo o máximo de informações.

Seja qual for o método ou abordagem escolhida, para dar o primeiro passo é necessário ter disposição e vontade para investir em si mesmo.

Quando alguém apresenta uma queixa com desejo de “cura”(quadros de ansiedade, fobia, depressão, resolução de problemas emocionais, envolvimento com drogas, etc.) a indicação clara será a psicoterapia, mas quando a questão é o autoconhecimento a analise precisa ser mais criteriosa.

Precisamos educar a população para o coaching. Muita gente ainda não conhece esse trabalho. Por isso, existe muita confusão a cerca do que é o coaching e a que ele se propõem. Além disso, em função de tantas dúvidas as pessoas ficam indecisas sobre iniciar Coaching ou Psicoterapia.

Outro ponto importante é que essas praticas não são excludentes, ao contrário, é comum encontrarmos trabalhos complementares acontecendo, ou seja, coaching e psicoterapia concomitantes com focos diferentes. Por exemplo, se o cliente revelar um estado emocional comprometido ou desequilibrado, a associação das abordagens é indicada. IMPORTANTE: elas não devem, jamais, ser realizadas pelo mesmo profissional, inclusive por razões éticas.

Devemos deixar evidente àqueles que nos procuram que para o processo de coaching deve-se qualificar um objetivo, uma meta para que ele seja iniciado. Por outro lado, a psicoterapia debruça seu olhar no funcionamento, história, relações existentes e o ambiente que cerca a pessoa para trabalhar sua complexidade.

Uma outra diferença diz respeito a questão do tempo investido. No coaching, em geral, investe-se de seis a oito meses de trabalho com periodicidade quinzenal. Já a psicoterapia trabalha com a indeterminação do tempo, pois não há uma meta preestabelecida a ser alcançada.

Vale lembrar que ambos processos requisitam a participação ativa do cliente, entretanto, os processos psicoterapêuticos são mais condescendentes com o nível de entrega dos clientes, pois as questões latentes são consideradas. No coaching, por sua vez, o nível de comprometimento precisa ser de 100%, pois a eficiência do trabalho está diretamente relacionada a conquista de resultados como consequência da ampliação da consciência e treino de novos padrões de comportamento.

Para determinar se seu cliente poderá tirar proveito do coaching, lembre sempre, peça que ele elenque o que espera alcançar caso passe pelo processo. Quando a pessoa sabe o que quer e precisa o trabalho produz resultados muito uteis. Uma vez o coaching estabelece uma relação de parceria, pergunte se seu cliente considera valioso conversar com outros profissionais e conhecer outros pontos de vista sobre a questão apresentada. Questione se ele está disposto a dedicar tempo e energia para fazer mudanças concretas em sua vida e, se a resposta for sim, o coaching pode ser uma maneira muito benéfica para o aprimoramento.

Carlla D’ Zanna (http://www.transformacaoconsultoria.com.br/perfil-da-coach.html)